Após um acidente durante uma escalada no Monte Everest, Tom Arendt tem seu corpo mantido em coma em um hospital. Embora clinicamente vivo, sua consciência desperta em um estado intermediário: ele não está morto, mas tampouco plenamente presente no mundo dos vivos. Preso a esse intervalo indefinido, Tom passa a vagar pelos corredores do hospital onde seu corpo repousa, observando médicos, familiares e outros pacientes, enquanto tenta compreender por que ainda permanece ali.
Cético, metódico e acostumado a resolver tudo permanecendo, Tom acredita inicialmente que sua situação é apenas mais um problema a ser consertado. Ele tenta interferir, ajudar, controlar o que está ao seu alcance — inclusive acreditando que, ao “fazer o suficiente”, conseguirá retornar ao corpo. No entanto, à medida que o tempo passa, ele percebe que não é o único a permanecer nesse estado. Há outras presenças presas ao hospital, algumas por medo, outras por apego, outras simplesmente por evitarem a decisão de seguir adiante.
A convivência com essas presenças transforma o espaço hospitalar em um território de limiar, onde ficar deixa de ser uma atitude neutra e passa a revelar seu custo emocional e existencial. Tom começa a compreender que permanecer também é uma escolha — e que a recusa em decidir pode gerar consequências tão profundas quanto a decisão de partir.
Ao longo da narrativa, Tom é confrontado por experiências que desafiam sua visão racional e seu desejo de controle.
| Number of pages | 230 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback w/ flaps |
| Colour | Black & white |
| Paper type | Cream |
| Language | Portuguese |
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