Existe uma diferença sutil entre criar algo e ser capaz de controlá-lo. Durante muito tempo, acreditei que fossem inseparáveis. Afinal, um bom designer conhece cada elemento de sua composição. Nada deveria escapar ao projeto original.
Para alguns, sou um designer gráfico premiado de Curitiba. Para outros, um assassino que transformou mortes em manifestações estéticas. Nenhuma definição está completamente errada.
Cometi crimes pelos quais nunca fui punido e acabei preso justamente por um que não cometi. Descobrir quem fez isso deixou de ser apenas uma questão de liberdade. Tornou-se pessoal.
Soraya também viu o que deveria ter permanecido oculto. O que existe entre nós nunca foi simples, porque amor e justiça podem coexistir por algum tempo, mas basta uma verdade mal posicionada para destruir o equilíbrio.
Enquanto tento reorganizar o que restou, o próprio design enfrenta uma ameaça maior. No centro dela surge PANDORA, uma inteligência artificial capaz de transformar criatividade em algo dispensável.
Mas nada me inquieta tanto quanto o que começou a aparecer nas sombras: novos corpos, novas composições, marcas familiares demais para serem coincidência e diferentes demais para serem minhas.
Sempre desprezei cópias. O problema é que talvez alguém não esteja apenas copiando. Talvez esteja aprendendo.
Ainda acredito que o design merece um defensor. A diferença é que começo a perceber que talvez eu não seja o único disposto a matar e morrer por ele.
| ISBN | 9798290459479 |
| Número de páginas | 428 |
| Edición | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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