Se a literatura de horror tradicional pergunta o que há no escuro, este livro pergunta o que exatamente há na luz — e a resposta é sempre um tom de amarelo que não ilumina, mas antes, devora.
Dos becos do Catete oitocentista às planícies do Hades, da caatinga desassombrada ao prado de asfódelos, da casa que não acaba ao palco onde o Rei de Amarelo reescreve a percepção, os textos aqui reunidos traçam uma cartografia do interior: o espaço onde a realidade se curva, a identidade se esvazia e o sujeito descobre que sempre foi personagem de um drama que nunca controlou.
Acompanhados por um embate final que opõe o Garoto Amarelo da cultura de massa ao Rei de Amarelo do terror teleológico — constatando que o encolher de ombros aparentemente vence o horror cósmico — estes contos não são para quem busca respostas. São para quem suporta a pergunta: o que sobra quando nada parece ter sobrado?
A resposta, talvez, esteja no silêncio do Lago de Hali. Ou na próxima vida. Ou no próprio ato de virar qualquer destas páginas e descobrir que não há narrativa que se sustente depois disso, apenas uma descrição do abismo.
| Número de páginas | 328 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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