Há livros que contam histórias. Outros descrevem paisagens, sentimentos ou memórias. Poemas Sublinguais faz algo diferente: convida o leitor a descobrir que a própria língua portuguesa é uma imensa fábrica de espantos.
Nestes poemas, as palavras deixam de ser apenas veículos do significado para se tornarem personagens. Elas aproximam-se por sons, afastam-se pelos sentidos, escondem-se dentro de outras palavras, trocam de roupa, mudam de lugar e, quase sempre, surpreendem. O humor nasce exatamente desse encontro entre aquilo que esperamos ler e aquilo que a linguagem, caprichosamente, resolve nos entregar.
O poeta demonstra uma habilidade rara: ouvir a língua. Não apenas escutá-la, mas perceber suas frestas, seus ecos, suas rimas internas, seus acidentes e coincidências. Uma manga pode ser fruta, parte da camisa ou motivo para "mangar" de alguém. O "arrumadinho" chega desarrumado. O "consórcio" aparece sem sócio. A "Mona Lisa" transforma-se em "mona lisa". O golfinho mora no golfo e joga golfe. A Rita ri. O Alan veste lã. A sandália é japonesa e o chinelo vem da China. São jogos de palavras que parecem simples, mas exigem um olhar atento e um domínio notável do idioma.
| ISBN | 9788594963222 |
| Número de páginas | 66 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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