Boa noite. Sente-se. Apague a luz. Não faz diferença — a escuridão é onde esta história vive.
Tudo começa com uma frase sublinhada a lápis vermelho aos doze anos. Uma chave que um menino traumatizado guardou sem saber que abria a porta. Atrás dela, tudo o que ele nunca devia ter visto.
Deixe-me apresentar-lhe Luís. Homem comum. Feições esquecíveis, sorriso profissional, uma bata branca atrás de um balcão de ótica no Porto. Vende armações. Ninguém repara nele. E é isso que o torna perigoso.
À noite, troca a bata pela da funerária e prepara cadáveres. Mas Luís não guarda memórias, guarda olhos, cada um com nome e etiqueta. Chama-lhe coleção. O psiquiatra há de chamar-lhe outra coisa.
Quando uma professora aparece sepultada sem um olho, dois inspetores puxam o fio. E Luís, o guardião dos cem olhos, percebe que alguém, finalmente, o está a ver
Um thriller psicológico de precisão cirúrgica, onde o mito de Argos Panoptes ocorre pela cidade do Porto contemporâneo. Uma obra sobre vigilância, trauma e a pergunta que evitamos: o que escondemos atrás dos olhos? Não é terror. É pior. É a certeza de que alguém está sempre a completar a coleção.
Boa noite. E não desvie o olhar. 👁
| Número de páginas | 339 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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