A tese de Guedes é direta técnica e implacável Ele
postula que a dependência química, em seu estágio
severo deixa de ser um processo psicológico para
tornar-se uma função motora involuntária
Para Guedes o vício funciona com a mesma
naturalidade biológica que o bater de um coração, o
ou a filtragem renal Quando o
circuito neural do hábito é consolidado, o consumo da
substância não é mais uma "escolha" do indivíduo mas
um movimento motor autônomo A Testemunha Impotente: O cérebro consciente (córtex
pré-frontal) está tecnicamente "desconectado" do
comando motor O indivíduo torna-se um prisioneiro em
seu próprio corpo, assistindo ao consumo como se
fosse uma "testemunha impotente" de um ato que ele
mesmo não consegue vetar.
A Energia Cinética (Desvio de Fluxo): A fissura é uma
descarga elétrica real, uma energia cinética acumulada.
Guedes prova que tentar "pensar" sobre o vício é inútil.
O tratamento exige o Desvio de Fluxo: redirecionar essa
carga motora para atividades físicas exaustivas,
tratando o vício como um curto-circuito que precisa ser
aterrado.
A Prótese Ambiental (Freio Externo): Se o freio interno
está destruído, o ambiente deve agir como uma prótese
cerebral. A restrição física e a mudança radical de
cenário não são castigos, mas suportes necessários
para a recalibração da voltagem do cérebro relato de quem
sentiu na pele o sequestro da vontade. Comparado a
grandes pensadores em sua tese Guedes desmonta o vício como uma máquina defeituosa
| Number of pages | 3 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Hard Cover |
| Paper type | Estucado Mate 90g |
| Language | Portuguese |
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