O exercício poético muitos o exercem, ou imaginam exercitá-lo. Mas fazer grande poesia é graça concedida a uma minoria; a uma casta de eleitos, portanto. Schiller, a propósito, já advertiu que não basta criar bons versos para que seu autor se considere um poeta. Ora, fazer versos, quase todo mundo, em algum momento da vida, já fez. Fazer POESIA, no entanto, é estrada percorrida pela minoria a que nos referimos acima. Só ela, essa casta de eleitos, tem o mapa da trilha. Quem o detém, quem sabe lê-lo, interpretar suas coordenadas, conduz os demais, ou seja, a todos nós, que formamos essa maioria alijada, como criadores, do território poético, só o percorrendo, se sensível às Musas, como visitantes, como viandantes. Aos carentes de sensibilidade, o passeio por esse território não passará de mero turismo - se tanto.
Eric Ponty tem o mapa da trilha. É um autêntico poeta. Poeta amadurecido (Ripeness is all. A maturidade é tudo, disse-nos o supremo bardo no "Rei Lear"). Poeta, dono de seu ofício. Poeta que atingiu o pleno domínio do fazer poético.
JOÃO DA PENHA ( jornalista e professor aposentado, colaborou em publicações culturais como Encontros com a Civilização Brasileira, Cult e Tempo Brasileiro. Autor, dentre outros livros, de O que é existencialismo (Brasiliense, 2011, 17. ed.) e Períodos Filosóficos (Ática 2000)
| Number of pages | 85 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback w/ flaps |
| Colour | Black & white |
| Paper type | Cream |
| Language | Portuguese |
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