Infância dos horrores
Isso aqui é uma guerra
Prognóstico ideal para consternar a
UNICEF
Habitat natural Onde os assassinos
crescem!
minha mão pequena bate no vidro
do carro
No braço se destacam as
queimaduras de cigarro
Mãe Seu papel era cuidar de mim
não me espancar machucar me
bater não pedi pra nascer
A chuva forte ensopa a camisa o
short
Qualquer dia a pneumonia me faz
tossir até a morte
Uma moeda, um passe me livra do
inferno,
Me faz chegar em casa e não
apanhar de fio de ferro
A estrutura familiar encontra-se em
um estado de anomia e
desagregação, evidenciada pela
negligência crônica e pela
exposição do infante a um ambiente
de periculosidade extrema As
interações são marcadas pela
violência interpessoal e pela
negação do direito à proteção
integral
A criança manifesta sinais de
negligência física e exposição a
substâncias psicotrópicas, com
prejuízos severos à integridade
somática O ambiente doméstico
carece de infraestrutura mínima
para o desenvolvimento
biopsicossocial resultando em
privação sensorial e ausência de
suporte afetivo. A genitora exibe
comportamentos de rejeição desde
o período gestacional
busca pela integração à
socialização lúdica própria do
estágio de desenvolvimento infantil
é frustrada por uma realidade de
privação severa. A reiteração de
maus tratos físicos sob a forma de
agressões repetitivas culmina em
um conflito ético de
autoconsciência: a negação da
mimetização da conduta violenta da
genitora, preferindose a
autodeterminação final
| Número de páginas | 12 |
| Edición | 1 (2024) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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