Há momentos na história de uma comunidade em que o tempo parece suspender seu curso ordinário para se converter em eternidade. O dia 2 de abril de 1972 foi, indubitavelmente, um desses marcos para o município de Palmeirina. Sob o céu do Agreste pernambucano, o lirismo profundo da alma de um filho que retorna encontrou-se com a solidez institucional da lei que consagrava os símbolos municipais. Este livro, que reúne a comovente oração de paraninfo de Adauto Barreto da Silva Nen e o texto integral do Decreto-Lei nº 381, é mais do que um registro histórico; é o inventário afetivo e identitário de uma terra que aprendeu a se agigantar na pequenez de seu vale geograficamente moldado pelo Rio Inhumas e pela Serra da Palmeira .
Para compreender a densidade desta obra, é preciso caminhar pelas duas veredas que a constituem: a do sentimento e a do rito cívico.
Na primeira parte, somos conduzidos pela voz de Adauto Barreto da Silva Nen, um homem beirando os setenta anos, que aceita o encargo mitológico de paraninfar a bênção da bandeira sob a gestão do prefeito Celestino Carmino Bruno. O discurso de Adauto Barreto é uma obra-prima da oratória memorialista. Longe de ser uma mera peça burocrática de celebração, seu texto é um testemunho emocionado de amor filial, falando a partir do limiar da vida, com a sensibilidade de quem já dobrou o seu próprio “cabo das tormentas” e, por isso mesmo, consegue enxergar a essência da terra-mãe sem os ruídos da política efêmera.
| ISBN | 9798181446724 |
| Number of pages | 64 |
| Edition | 2 (2026) |
| Format | Pocket (105x148) |
| Binding | Paperback without flaps |
| Colour | Black & white |
| Paper type | Ahuesado 80g |
| Language | Portuguese |
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