A Escrivã de Memórias
Lisboa, 1966. Sob um nevoeiro que sobe do Tejo e dos pulmões de um povo que aprendeu a temer o som da própria voz, nasce Marta, a menina que cresce a ouvir não as palavras, mas os silêncios entre elas. Enquanto Portugal atravessa a ditadura, o 25 de Abril e a euforia confusa da liberdade, Marta decifra a verdadeira língua da sua família, os gestos, as pausas, os olhares que duram um segundo a mais. Torna-se escritora não por vaidade, mas por necessidade, para traduzir tudo aquilo que os seus pais sentiram e nunca disseram. Um pai que chorou às escondidas com medo de não ver a filha terminar os seus livros. Uma mãe que nunca soube escrever, mas coseu tempo suficiente para que ninguém sentisse frio. Uma filha que aprende, finalmente, que a saudade não prende, indica o caminho.
Bruno Collaço escreve com o rigor de quem observa e a delicadeza de quem sentiu.
Um fado que ao ser cantado faz-se sentir no fundo da alma. Se já guardou silêncios que nunca soube explicar, este livro vai finalmente dize-los por si.
Uma leitura para quem sabe que as memórias mais importantes nunca são as que se contam, são as que se escutam.
| ISBN | 9789893544242 |
| Seitenanzahl | 220 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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