Helena de Macedo escreve porque gosta de sonhar acordada. Nasceu em S. Tomé e Príncipe, onde viveu até aos 8 anos. Nunca perdeu as suas raízes africanas.
A infância rica em alegrias e peripécias, o clima, o sentimento de liberdade e uma mudança brusca para a metrópole marcaram o desenvolvimento de uma personalidade sempre aventureira, destemida e imaginativa. Naturalmente muito observadora e introspectiva, atraída desde cedo pela leitura, nasceu, prematuro, o gosto pela escrita.
O primeiro romance foi escrito aos 13 anos e a partir daí escrever tornou-se mais do que um passatempo, respondendo à necessidade de dar forma ao que observa, a desafia e inspira.
Avessa a limites, começou cedo a correr mundo trabalhando em navios, sempre à procura de novos desafios e novas aprendizagens. Viveu experiências, aventuras, trabalhou com o público, conviveu com as mais variadas nacionalidades e alargou o horizonte a um imaginário ainda mais irrequieto, com muito para contar.
Inspira-se enquanto trabalha, passeia, convive, ou, muito simplesmente, se senta, agarrada a uma lapiseira, uma folha de papel à frente, pensamento atraindo palavra, atraindo frase, qual dança entre sonho e realidade, articulando peripécias cuja única finalidade é divertir e emocionar, convidando quem lê o que escreve a entrar no mundo dos sonhos. Afinal, foi o gosto pela leitura que lhe apresentou o universo infinito da imaginação.
Uma Loba Solitária, com dificuldade em conviver com o rebuliço da alcateia, é a única forma de se descrever enquanto membro da sociedade. Quando escreve, conversa consigo mesma; diálogos ou formas de pensamento sem sentido, se expressos de outra forma.
Cada um dos seus escritos, sejam romances ou pequenas prosas ou poemas, tem entrelinhas uma parte de si, encriptada. Quando escrever o último, o puzzle estará completo.
Depois de 'O binóculo mágico', 'Exótica - Coisas do Mundo', da reedição de 'Cartas com amor', aposta numa nova história que nos fala sobre ‘Quando o Universo não quer’.
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