O mérito maior da obra está em revelar que práticas aparentemente rotineiras — a poluição visual da propaganda, o descarte massivo de resíduos, o uso excessivo de estruturas de campanha, a captura do espaço público pelo poder econômico e a proliferação de informações enganosas — não são meros desvios pontuais, mas sintomas de uma democracia tensionada por desigualdades estruturais e por uma lógica de competição que frequentemente ignora seus próprios limites constitucionais. Nesse contexto, o meio ambiente deixa de ocupar um lugar acessório e passa a ser compreendido como condição material da cidadania e da própria democracia. A degradação ambiental provocada por campanhas eleitorais não atinge apenas a paisagem urbana ou rural; ela afeta a igualdade de chances entre candidaturas, compromete o direito à cidade, impõe custos coletivos à sociedade e fragiliza a legitimidade do processo eleitoral. O ambiente, físico e simbólico, torna-se parte do próprio campo democrático. A obra avança ao integrar essa reflexão ambiental a uma análise socioeconômica e informacional precisa. Reconhece-se, de forma clara, que a influência do poder econômico permanece central na política brasileira, ampliando desigualdades e dificultando a consolidação de uma democracia substantiva.
| ISBN | 9786583736475 |
| Seitenanzahl | 166 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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