Há uma verdade que paira sobre toda congregação humana que se chama igreja: ela é, ao mesmo tempo, jardim e campo, refúgio e campo de batalha, promessa e tensão. Nela convivem santos e vacilantes, redimidos e observadores, sinceros e disfarçados. É o lugar onde a graça e a natureza humana se entrelaçam, onde o céu toca a terra e a terra ainda insiste em resistir ao céu.
O campo do Senhor é um mistério. A olho nu, parece confuso: ali crescem lado a lado o trigo e o joio, o crente forte e o fraco, o convertido e o que ainda hesita entre a cruz e o mundo. Mas o Lavrador sabe o que faz. Ele planta com precisão, rega com paciência e espera com amor. O campo não é um acidente — é um projeto divino em andamento.
A parábola do trigo e do joio, contada por Jesus, não é apenas uma história sobre colheita; é uma revelação sobre o coração de Deus e o drama da igreja. É um espelho do nosso tempo, e também um retrato de cada alma. Porque, em certa medida, há dentro de nós mesmos um campo misturado — áreas de fé robusta e áreas de incredulidade persistente, sementes de santidade e ervas daninhas de orgulho. O Lavrador trabalha em ambos.
Este livro nasceu do desconforto santo diante das distorções que se acumulam em torno da vida cristã. Passamos décadas ouvindo sermões que confundem força com superioridade, fraqueza com inutilidade, e paciência com passividade. Herdamos conceitos que, embora populares, carecem de coerência bíblica e profundidade teológica.
| Seitenanzahl | 146 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Estucado Mate 90g |
| Sprache | Portugiesisch |
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