Gênesis permanece à entrada das Escrituras como a grande porta do princípio. Antes de Israel, da lei, dos profetas, dos reis e do templo, ele apresenta Deus como Criador dos céus e da terra, Senhor da vida, da ordem e da palavra. O mundo não nasce do acaso, mas da vontade soberana daquele que fala e tudo vem à existência. A luz surge, os mares recebem limites, a terra se enche de vida e o ser humano é formado à imagem divina, chamado à dignidade, à responsabilidade e à comunhão com o Senhor.
Mas Gênesis também revela a origem da ferida humana. A desobediência de Adão e Eva rompe a harmonia do jardim, e a criação passa a carregar o peso do pecado, da morte, da vergonha e do exílio. Caim mata Abel, a violência se espalha, Babel expressa a soberba de uma humanidade que deseja erguer um nome sem Deus. Ainda assim, a misericórdia acompanha o juízo: Deus procura o homem escondido, cobre sua nudez, preserva Noé, estabelece alianças e mantém viva a promessa de uma bênção maior.
A partir de Abraão, o livro passa do horizonte das nações para a história de uma família escolhida pela graça. Abraão caminha sustentado pela promessa; Sara recebe o filho esperado; Isaque carrega a aliança; Jacó torna-se Israel; José, vendido e esquecido, revela a providência divina conduzindo até a dor para preservar a vida. Assim, Gênesis une a criação do mundo ao início da história da salvação.
| Seitenanzahl | 233 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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