A ciência venceu. Nunca tivemos vacinas tão rápidas, telescópios tão precisos ou modelos climáticos tão robustos. No entanto, a verdade perdeu. Vivemos cercados por uma tecnologia que funciona perfeitamente, enquanto a sociedade
que a utiliza mergulha na desconfiança, no negacionismo e na polarização. Como chegamos a este paradoxo onde a eficiência técnica coexiste com a falência da autoridade intelectual? Este livro propõe uma arqueologia rigorosa dessa crise. A narrativa começa na Viena do início do século XX, onde filósofos sonhavam com uma linguagem científica puramente lógica, livre de ambiguidade. Acompanhamos o desmoronamento desse sonho e a descida ao campo de batalha das "Guerras das Ciências" nos anos 1990, quando físicos e sociólogos romperam o diálogo e se entrincheiraram em posições hostis. Ao expor as fragilidades sociais da produção científica sem oferecer uma nova base de confiança, a academia inadvertidamente forneceu as armas retóricas que seriam apropriadas por lobistas e "mercadores da dúvida" para paralisar o debate público sobre o clima e a saúde. Do assassinato de Moritz Schlick nas escadarias da Universidade de Viena ao triunfo silencioso do AlphaFold nos servidores da Google, este livro traça o arco dramático da razão ocidental. É uma leitura essencial para compreender por que trocamos o ideal iluminista de entender o mundo pela resignação pragmática de apenas prever seus resultados.
| ISBN | 9786502033296 |
| Seitenanzahl | 362 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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