Desde o instante em que Adão e Eva transgrediram o único mandamento de Deus, a história humana tomou um rumo irreversível. A lógica do pecado era clara e inexorável: a humanidade, ao escolher o mal, tornou-se herdeira da morte espiritual e física, sujeita à ira divina. O que era natural, esperado e justo, era que todos os homens e mulheres fossem conduzidos à perdição eterna. Cada geração nascia sob a condenação, carregando em sua carne e espírito as consequências da desobediência original. Este é o ponto de partida do drama humano: a normalidade, após a queda, era o inferno.
E, no entanto, é exatamente nesse contexto de absoluta inevitabilidade que surge o incompreensível, o extraordinário, o absurdo da misericórdia de Deus. Deus, em Sua perfeição, poderia ter deixado todos perecer, cumprindo de maneira rigorosa o que a justiça exigia. Mas, em um gesto que desafia toda lógica humana, Ele decidiu salvar alguns. Não por mérito, não por justiça, não por qualquer valor intrínseco da criatura, mas unicamente por graça. É nesse ponto que a história da redenção revela seu mistério mais profundo: o que seria impossível, Deus fez possível; o que era improvável, Deus tornou real.
A grandiosidade desta realidade exige uma reflexão profunda, capaz de integrar as Escrituras, a história da igreja e a vida prática do crente. A Bíblia não apresenta o céu e o inferno como ideias abstratas, mas como destinos reais, moldados pela perfeita justiça e pela incomensurável misericórdia do Senhor.
| Seitenanzahl | 86 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Estucado Mate 90g |
| Sprache | Portugiesisch |
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