Quem Escreveu os Evangelhos?

Do consentimento à cruz ao Túmulo Vazio: Perspectivas Antigas sobre a Presença de Cristo

Von Alexandre H. Reis

Buchcode: 870897

Kategorien

Kristallographie, Zeitgenössisches Christentum, Religion, Missionen und Evangelisation, Philosophie

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Klappentext

Este livro é parte de uma longa pesquisa que Alexandre Reis, professor e pesquisador do Centro de Integração do Mercosul, da UFPEL, vem realizando desde 2021, sobre as compreensões da morte nas fontes antigas.

O título remete o leitor à desconstrução da ilusão de uma resposta fácil diante das escrituras antigas, tão variadas. A ideia de autoria, revela o autor, pertence à modernidade. Não há a pena isolada de um evangelista solitário, mas comunidades inteiras que, entre perseguições, rituais domésticos e a esperança da volta iminente do Cristo, recolheram ditos, reconstruíram lembranças e inscreveram nos papiros o que antes circulava na oralidade. Os textos canônicos e os apócrifos, lidos aqui lado a lado, revelam um cristianismo plural, atravessado pelo judaísmo, pelo helenismo e pelo império romano. O Cristo que surge dessas páginas não é único: em Marcos, seu último grito é abandono; em Lucas, é entrega; em João, é consumação. Já nos escritos de Pedro ou de Tomé, a narrativa ganha contornos inesperados, uma cruz que fala, um Cristo que não morre, ditos enigmáticos que dispensam a crucifixão.

Irineu de Lião, ao condenar heresias, deixa entrever a abundância de interpretações; Paulo, acusado por Nietzsche de ser o “primeiro teólogo”, projeta sua sombra sobre o destino do cristianismo; os manuscritos de Nag Hammadi e os papiros de Akhmim recordam a diversidade abafada pela vitória do cânone.

Alexandre Reis abre novamente, e forma surpreendente, uma caixa de Pandora perigosa.

Merkmale

ISBN 9798264610400
Seitenanzahl 208
Ausgabe 1 (2025)
Format A5 (148x210)
Einband Taschenbuch mit Klappen
Farbe Schwarz-Weiß
Papiertyp Ahuesado 80g
Sprache Portugiesisch

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Alexandre H. Reis

Alexandre H. Reis é filósofo, escritor e professor universitário, com uma trajetória que cruza fronteiras geográficas, intelectuais e afetivas. Graduado e mestre em Filosofia pela UFMG, Possui dois títulos de doutorado. Doutor em Educação em Ciências (Departamento de Química) e em Filosofia pela UFRGS, atua hoje como professor de Filosofia e de Direito Ambiental no Centro de Integração do Mercosul (UFPEL) e é prpfessor permanente do PPG Filosofia da UFPEL.

Autor de artigos e ensaios publicados em revistas especializadas, Alexandre construiu uma obra marcada pela inquietação ética: escreveu sobre bioética, filosofia grega e alemã, e tornou-se referência no estudo da morte voluntária — tema que atravessa seu aclamado História do Suicídio, A Invenção do Suicídio (editora da UFABC) e seus livros de filosofia.

Mineiro de nascimento, mudou-se aos 31 anos para o Nordeste e viveu doze anos entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), onde lecionou filosofia na Universidade Federal do Vale do São Francisco. Essa vivência, entre sertões e rios, imprime imagens fortes e humanidade seus textos. Desde 2022, vive no Rio Grande do Sul, onde continua a lecionar, escrever e cultivar ideias.

Pai de Helena Poesia e Aurora Poesia, Alexandre também cultiva jardins e dedica-se à pintura, à escultura, ao desenho e à culinária — práticas que transbordam para sua escrita, tornando-a sensível, visual e profundamente humana. Ler seus livros é atravessar um território em que pensamento e vida se confundem, e onde as grandes perguntas filosóficas ganham carne, cor e poesia. A filosofia é, para ele, antes de mais nada, um modo de vida.

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Kommentare

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4 Kommentare
André Marcos Stringari
Donnerstag | 18.09.2025 às 10h09
Aprendi muito com a leitura. Um balde de água fria nas minhas aulas de catecismo. Interessante como temos pouco acesso a esses conhecimentos, essas comunidades, essa mistura de culturas. Agora, fiquei curioso, não consegui pescar a religião do autor. É um cristão escrevendo sobre o cristianismo? Ou um filósofo agnóstico? Um cético? Vou reler o livro agora com mais calma, buscando nas entrelinhas... se alguém conseguiu perceber com clareza qual é a religião do autor, compartilhe comigo.
Ivana Cláudia
Montag | 15.09.2025 às 09h09
Aguardando chegar para terminar a Leitura.
Ivana Cláudia
Montag | 15.09.2025 às 09h09
Bom dia O prefácio do seu livro é bem convidativo à leitura. Gostei, na verdade estou gostando da sua escrita. Na página 44 no final do último parágrafo você faz uma excelente afirmação entre parênteses sobre Nietzsche... AMEI! Na página 39 sobre o Nascimento Espiritual, que você segue falando sobre os deuses gregos, gostaria de afirmar que no livro do profeta Isaías 7:14 tem uma profecia sobre o nascimento virginal de Jesus e foi escrito entre o século 740 a.C e 701 a.C. e outra parte no século VI a.C e interessante que o Culto a Dionísio se expandiu, justamente neste século. Coincidência? Vou continuar lendo... Achei que sua escrita está mais cristianizada. Até mais, obs.: Não sei onde cabe tanta inteligência numa cabeça só... Parabéns professor!
Rodolfo Moraes
Mittwoch | 10.09.2025 às 14h09
Estava aguardando essa publicação. Ano passo assistir a palestra sobre o problema do martírio na Antiguidade Tardia, na UFRGS. Impressiona a erudição, o método de análise e o domínio das línguas antigas. Muito bom!