E se, para descobrir quem você é, fosse preciso primeiro enfrentar tudo aquilo que passou a vida tentando esquecer?
Eleonora Dunkelrot não confia totalmente na própria memória.
Para compreender quem se tornou, ela precisa voltar ao passado e reunir os fragmentos de uma vida que ainda não consegue entender por inteiro. Mas recordar não significa necessariamente encontrar a verdade.
Ao revisitar a infância, a família, os amores, a maternidade, a culpa, a violência, a morte e as relações que a atravessaram, Eleonora percebe que a memória também pode mentir, proteger, deformar e esconder. Há acontecimentos dos quais nos esquecemos. Outros que escolhemos esquecer. E existem aqueles que permanecem dentro de nós mesmo quando já não conseguimos lhes dar um nome.
Em uma narrativa íntima, fragmentada e profundamente humana, A Solidão de Eleonora Dunkelrot acompanha uma escritora que decide transformar a própria vida em matéria literária e se vê diante do mais difícil dos confrontos: tornar-se personagem da história que escreve e reconhecer que, no fim, a única pessoa do outro lado desse confronto é ela mesma.
Um romance sobre memória, identidade, família, trauma, amor, perda e solidão — não apenas aquela provocada pela ausência dos outros, mas a que existe em tudo aquilo que jamais conseguimos compartilhar.
Porque talvez conhecer a própria história não seja suficiente para descobrir quem somos.
E algumas lembranças só começam a existir quando já não conseguimos mais fugir delas.
| Seitenanzahl | 519 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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