A Janela da Lateral Esquerda é, acima de tudo, um mergulho profundo nas feridas da alma e na capacidade humana de se reinventar diante das adversidades. Marjorie Nosella Austen não é apenas uma jovem que enfrenta as limitações de uma cadeira de rodas; ela é o espelho de todos nós, refletindo as prisões invisíveis que carregamos dentro de nós mesmos.
A jornada de Marjorie é marcada por camadas de dor: o trauma do abuso na infância, os conflitos familiares não resolvidos e a sensação de isolamento que a acompanha mesmo em meio a outros. No entanto, é justamente na clínica — um espaço que poderia representar confinamento — que ela encontra as ferramentas para sua libertação. Lívia, Danilo e até mesmo o enigmático Francisco tornam-se peças essenciais nesse quebra-cabeça emocional, mostrando que a cura raramente é um ato solitário.
Danilo, em especial, surge não como um redentor, mas como um companheiro de jornada. Seu amor por Marjorie não a redime, mas a fortalece, permitindo que ela se reconheça como digna de afeto e felicidade. Esse é um dos grandes acertos da narrativa: a superação não vem de fora, mas de uma transformação íntima, alimentada pela coragem de enfrentar os próprios fantasmas, sob a noção de que aquilo que está “fora” não nos é permitido mudar, não obstante, é prerrogativa de todo sujeito manejar sua interação com tudo que opera fora de si.
O narrador, Luís, com sua onisciência intermitente, nos lembra que toda história é, de certa forma, uma construção...
| ISBN | 9786502082461 |
| Número de páginas | 347 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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