Há amores que se declaram. Este se argumenta.
Cartas para S. reúne quinze cartas escritas por M. à mulher que reorganizou sua noção de tempo, silêncio e possibilidade. Não são cartas de um homem tomado apenas pelo arrebatamento: são cartas de alguém que decidiu pensar o amor com a mesma seriedade com que pensa o mundo e que descobriu, nesse exercício, que a precisão não diminui a emoção. Ela a aprofunda.
Entre a biologia dos líquens, a filosofia do eterno retorno, a física do tempo vivido e os paradoxos da matemática, M. transforma o sentimento em reflexão e a reflexão em confissão. Cada texto tenta explicar o improvável: como duas existências, atravessadas pelo acaso, não apenas se encontraram, mas passaram a se expandir mutuamente. Não por dependência, mas por revelação.
Cada carta é seguida por uma síntese breve, quase um poema, que destila em poucas linhas aquilo que antes foi construído com rigor. Juntas, essas páginas formam um livro íntimo e elegante, onde amar não é repetir clichês, mas nomear com lucidez o que quase nunca cabe em palavras.
E quando os conceitos já não bastam, resta o que é mais simples e mais difícil de dizer: obrigado. Pelo que você viu antes que eu soubesse mostrar. Pelo homem que me tornei ao ter você como destino e interlocutora.
Fomos, somos e seremos.
| Número de páginas | 50 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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