E se aquilo que mais tentámos esquecer fosse, afinal, aquilo que precisávamos de contar?
Durante muitos anos, Ana guardou dentro de si memórias que pareciam pertencer a outra pessoa. Memórias de uma infância marcada pelo silêncio, pelo abandono, pela violência e por perguntas que ficaram sem resposta.
Houve momentos em que precisou de aprender a sobreviver quando ainda era apenas uma menina. Momentos em que procurou amor, proteção e um lugar onde pudesse simplesmente sentir-se pertencente.
Entre mudanças, separações, segredos de família e pessoas que entraram e saíram da sua vida, Ana foi crescendo com uma parte da sua história por descobrir. Algumas verdades chegaram cedo demais. Outras só muitos anos depois.
A Menina que Ninguém Viu é a história real de uma mulher que decidiu voltar ao passado para encontrar a menina que foi — aquela que aprendeu a calar o que sentia, que guardou perguntas durante anos e que, apesar de tudo, nunca deixou de procurar uma razão para acreditar.
Esta não é apenas uma história sobre aquilo que aconteceu.
É sobre aquilo que ficou.
Sobre as cicatrizes que ninguém vê, sobre as pessoas que podem mudar o rumo de uma vida e sobre a força que nasce quando finalmente temos coragem de olhar para trás.
Porque, por vezes, para conseguirmos seguir em frente, precisamos primeiro de voltar ao lugar onde tudo começou.
Esta é a história da menina que ninguém viu. Mas que, finalmente, decidiu contar.
| Seitenanzahl | 107 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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