Calamário

O Livrinho Temerário

Von Mark Brunkow

Buchcode: 17631

Kategorien

Unterhaltung, Kunst und Unterhaltung, Nationale Literatur

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Klappentext

Livro de contos e afins de Mark Brunkow, natural de Curitiba, Paraná, portanto curitibano. Mas não um curitibano qualquer, um típico, daqueles que realmente falam “leitê quêntê”, e que tem todos os atributos e adjetivos que cabem a um “curitiboca” clássico.

Tímido, fechado, calado, arrogante, metido, esnobe de inteligência mediana e digamos de beleza singular. Mas também é confiável, simples, sincero - até de mais – e vez ou outra simpático, não, simpático não!

Não possui emprego, o emprego é que lhe possui. Completou apenas o segundo grau e sempre em colégios públicos o que explica sua forma de escrita. Não é formado em nada, mas possui formas arredondadas.

Escreve por necessidade, necessidade de expressar seus sentimentos a um mundo que não compreende e que também não faz questão de compreendê-lo. Pelo menos é isto que fala quando lhe perguntam o porquê de escrever. Acredita que desta maneira as pessoas irão achá-lo mais culto.

Merkmale

ISBN 9788578100032
Seitenanzahl 121
Ausgabe 1 (2008)
Format A5 (148x210)
Einband Taschenbuch mit Klappen
Farbe Schwarz-Weiß
Papiertyp Offset 90g
Sprache Portugiesisch

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Mark Brunkow

Mark Brunkow, natural de Curitiba, Paraná, portanto curitibano, mas não um curitibano qualquer, um típico, daqueles que realmente falam “leitê quêntê”, e que tem todos os atributos e adjetivos que cabem a um “curitiboca” clássico.

Tímido, fechado, calado, arrogante, metido, esnobe de inteligência mediana e digamos de beleza singular, mas também é confiável, simples, sincero, até de mais, e vez ou outra simpático. Não... simpático não!

Se fosse um livro seria um livro de capa dura, grosso, daqueles que param em pé. Não seria um best seller, não seria muito conhecido, seria daqueles livros que ficam escondidos na prateleira e que são pouco lidos, aqueles normalmente empoeirados e esquecidos ignorado pela maioria das pessoas.

Com certeza seria julgado pela capa e por isso mesmo menosprezado, mas aos poucos afortunados que se prestassem ou se atrevessem a lê-lo, seria um deleite, ficariam encantados com a simplicidade e beleza encerradas em suas linhas mal traçadas e cheias de verdades e dúvidas concretas.

Seria como descobrir em uma viela pouco movimentada um pequeno restaurante com comida simples e deliciosa e que somente seria recomendado a poucos e sinceros amigos. Seria como apreciar um bom vinho em companhia agradável, como descobrir um prazer simples, um segredo intimo, quase obsceno.

Ao o lerem descobririam uma história cheia de magia e realidade, alegrias e tristezas felicidade e dor como toda história humana em sua jornada. Seriam apresentados a batalhas épicas travadas contra dragões diários gigantescos e aterrorizantes de dúvidas e incertezas envoltos em brumas de mistérios cotidianos.

Veriam vitórias magníficas de mãos dadas a derrotas épicas em um constante e cíclico aprendizado moldando assim a ferro e fogo o caráter humano. Encontrariam amores ocultos que são descobertos aos poucos como devem ser, sem alarde, mas de maneira extremamente excitante.

Encontrariam rotas de fugas mirabolantes para paraísos distantes que ocultam sentimentos presentes, paixões secretas que norteiam vidas concretas, descobririam que a vida sem amor e a música seria um erro.

Lugares comuns estariam presentes, não poderiam faltar, “sempre te amarei”, “nunca falharei com você”, “não, você não engordou”, “nunca broxei, isso nunca aconteceu comigo” entre outras inverdades necessárias para uma boa trama e enredo empolgante. Sem muito sexo, mas muito erotismo e sensualidade.

Haveria morte, pois ela faz parte da vida. Não a morte doída e sofrida e sim a morte necessária àquela que nos lembra de nossa condição humana mais básica, que somos apenas passageiros nessa história e que novos personagens necessitam aparecer para continuar contando nossa história, que são nossos atos que nos definem e que nossa conduta é que ecoara quando não mais estivermos aqui.

A leitura decorreria devagar, preguiçosa mesmo, mas não uma preguiça pecaminosa, e sim uma preguiça com gosto de não querer que acabe, de saudade antecipada, para manter ao máximo possível a inevitável descoberta do final.

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