Há um momento da vida em que tudo parece funcionar.
O trabalho avança, as contas estão pagas, as responsabilidades são cumpridas com competência. Por fora, estabilidade. Por dentro, um silêncio difícil de explicar.
Em Crônicas de um homem que ouve o tempo, acompanhamos as reflexões de alguém que aprendeu a funcionar bem no mundo. Entre reuniões, rotinas organizadas e dias aparentemente tranquilos, surge uma pergunta incômoda: o que acontece quando a vida desacelera e já não há urgências suficientes para nos explicar?
Com humor discreto, olhar psicanalítico e precisão quase clínica, o autor observa os pequenos paradoxos da vida adulta:
o medo que se disfarça de responsabilidade,
a ansiedade que parece eficiência,
o controle que mantém tudo de pé — mas impede o descanso.
Cada crônica percorre um território silencioso da experiência humana: o cansaço que não dorme, a paz que assusta, o domingo sem culpa, o dia comum que não pede nada.
Este não é um livro sobre crises espetaculares.
É sobre algo mais raro — e talvez mais inquietante.
Os dias em que nada acontece.
E é justamente nesses dias que começamos a ouvir o tempo.
| ISBN | 978-65-266-7245-7 |
| Seitenanzahl | 128 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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