Em Melbourne, neurônios humanos cultivados sobre silício aprendem a jogar Pong. Nasceram de células da pele, foram reprogramados e reconectados a um computador. Essa cena é o ponto de partida de Deus ex Cellula: um livro que percorre toda a cadeia que tornou esse feito possível, do DNA à interface cérebro-máquina.
O título inverte o deus ex machina grego. Não há intervenção externa: tudo o que uma célula faz, ela faz com suas próprias peças. Se existe algo de divino, ele sai da célula — ex cellula.
Em dezoito capítulos, o livro constrói o conhecimento camada por camada: célula, DNA, proteínas, bioquímica. Avança para a biologia do desenvolvimento — como células com o mesmo genoma formam um coração ou um olho — e para as tecnologias que tentam reproduzir esse processo: células-tronco, CRISPR, organoides, bioimpressão. Trata o cérebro como hardware: potencial de ação, sinapses, optogenética, neurônios vivos conectados a computadores. Transforma o vivo em dado: bioinformática, célula única, AlphaFold, modelos de linguagem treinados em genomas.
A parte final encara as consequências: ciberbiossegurança, privacidade genômica, biohacking, longevidade, neurodireitos e a velha acusação de brincar de Deus.
Com código real em Python, 666 referências bibliográficas e linguagem acessível sem simplificar, este livro é para quem quer entender o que a humanidade está aprendendo a fazer com a matéria viva — e o que isso significa.
| Seitenanzahl | 455 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A4 (210x297) |
| Einband | Taschenbuch ohne Klappen |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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