Há livros que procuram explicar o mundo; este o desmascara.
Meu Parente Mais Próximo não se constrói como narrativa linear, mas como travessia filosófica pelas ruínas do humano contemporâneo. A obra investiga, com rigor quase cirúrgico, o desmoronamento das antigas certezas — Deus, verdade, identidade, progresso — e expõe o indivíduo diante de sua condição mais nua: um ser lançado no tempo, condenado à consciência e à própria finitude.
Ao percorrer temas como a dissolução das relações, a inflação do ego, a mecanização da vida, a fragilidade da ética e a solidão ontológica, o livro revela uma tese incômoda: o ser humano não perdeu apenas o mundo — perdeu o centro de si. E, nesse vazio, tenta sobreviver entre aparências, métricas e distrações que o afastam ainda mais de sua própria essência.
Escrito sob a condução filosófica de Eliade Constâncio, mas atravessado por múltiplas vozes que compõem uma consciência fragmentada, o texto alterna entre reflexão, denúncia e provocação. Não oferece consolo nem respostas fáceis. Propõe, antes, um confronto: olhar sem filtros para aquilo que permanece quando tudo falha.
No fim, resta a constatação que dá título à obra — não como metáfora, mas como diagnóstico: quando todas as relações se desfazem, quando os sentidos colapsam e as máscaras caem, o único parente que permanece é a própria consciência, acompanhada pelo tempo e pela queda inevitável.
| ISBN | 9786502064610 |
| Seitenanzahl | 419 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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