Durante muito tempo, predominou na compreensão científica do sistema nervoso a ideia de que o cérebro, uma vez concluídas as principais etapas de seu desenvolvimento, permaneceria estruturalmente relativamente estável. Admitia-se que a infância representava o período privilegiado de organização das funções cerebrais e que, alcançada a maturidade, as possibilidades de transformação se tornariam bastante restritas. Embora essa concepção nunca tenha sido absolutamente uniforme entre os pesquisadores, contribuiu para consolidar uma visão do cérebro adulto como uma estrutura de organização predominantemente definitiva.
O desenvolvimento das neurociências modificou profundamente essa compreensão. Investigações sobre aprendizagem, memória, desenvolvimento, recuperação após lesões e reorganização de circuitos neurais demonstraram que o sistema nervoso conserva, em diferentes graus e sob determinadas condições, a capacidade de modificar sua organização e seu funcionamento ao longo da vida. Essa propriedade recebeu a denominação de neuroplasticidade.
A neuroplasticidade pode ser compreendida como a capacidade do sistema nervoso de experimentar modificações estruturais, funcionais e de conectividade em resposta a experiências, atividades, processos de desenvolvimento, condições fisiológicas, alterações ambientais e acontecimentos patológicos.
| Seitenanzahl | 130 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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