Paracelso não escreveu para ser educado. Escreveu para destruir a medicina velha.
Em Livro de Paragranum ele nomeia as quatro colunas sobre as quais qualquer médico verdadeiro precisa se erguer: Philosophia, Astronomia, Alchimia e Proprietas. Sem elas, diz ele, você não é médico é impostor de bata. Os doutores das universidades, os seguidores de Galeno e Avicena, os barbeiros e os banhistas, todos são despachados com a mesma língua grossa que o tornou famoso e odiado. Ele chama a arte deles de espuma e cogumelo. Joga os livros deles no fogo. Diz que os doentes prefeririam cagar no nariz deles a voltar a chamá-los de “senhor gracioso”.
O que ele oferece no lugar é simples e brutal. Aprenda a filosofia da terra e da água. Conheça os astros, o fogo e o ar. Domine o verdadeiro trabalho da alquimia não as receitas de botica, mas a preparação viva da natureza. E mantenha a virtude, a quarta coluna, até a morte. Só então, afirma, o médico para de adivinhar e começa a ver.
Isto não é um texto histórico calmo. É uma briga de rua impressa, cheia de insultos, frases curtas e martelantes, e a certeza absoluta de que a medicina pertence à natureza, não às escolas. A tradução de Marcelo Gozlan preserva a insolência e o calor originais.
Leia se quiser ouvir como soava um médico do século XVI quando decidiu que a profissão inteira estava podre e ia queimá-la até o chão.
| ISBN | 9786502346280 |
| Seitenanzahl | 112 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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