Há um equívoco que atravessa quase toda a história do pensamento humano. Durante milênios, perguntamos como tudo começou. Perguntamos pela origem do Universo, pela criação da vida, pelo nascimento da consciência e pela existência de Deus. Construímos mitologias, sistemas religiosos, teor-ias filosóficas e modelos científicos tendo como pressuposto que compreender o primeiro instante significaria compreender toda a realidade. Esta tese nasce da recusa desse pressuposto, por esta razão optou-se pela escrita de um livro que permite uma lietaralidade, alguma leveza. Talvez o problema nunca tenha sido a ausência de respostas. Talvez o problema tenha sido a permanência de uma pergunta inadequada. Se o Cosmos nunca começou, toda filosofia da origem precisa ser repensada. Se a existência não é um objeto produzido em algum instante remoto, mas um processo contínuo de transformação, então criação, tempo, matéria, vida, consciência e morte deixam de ocupar lugares separados e passam a integrar uma única dinâmica universal. É dessa mudança de perspectiva que nasce esta obra.
| Seitenanzahl | 864 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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