São Paulo não foi conquistada pelo inferno: foi homologada. Após massacres revelarem a existência de entidades sobrenaturais, demônios passam a ter documentos e direitos, pactos são registrados em cartório e o Comitê de Convivência decide quais manifestações são legais e quem pode ser sacrificado pela segurança coletiva.
Nesse cenário, os detetives João Alves e Mônica Vieira investigam assassinatos em quartos de hotel trancados. Os corpos seguem uma geometria ritual, treze segundos somem das câmeras e uma mensagem anuncia algo pior que a morte. João descobre carregar Balor, uma entidade ancestral cuja ligação com ele não é acidental.
A investigação revela uma rede de clínicas, corporações e programas governamentais que transforma pessoas em recursos e atrocidades em procedimentos legais. Enquanto Iara ouve outras mulheres presas a experimentos, Luana cresce fora dos registros de um Estado que pretende identificar crianças como ameaças futuras.
Quando algo desperta sob a cidade, João talvez precise tornar-se a prisão de Balor. Mas sobreviver é só o começo: governos e empresas podem converter a catástrofe em legislação, produto e política pública. Unindo horror sobrenatural, investigação policial, noir e distopia, São Paulo Não Dorme no Inferno expõe um mal amparado por CNPJ, orçamento e burocracia.
| Seitenanzahl | 572 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Einband | Taschenbuch ohne Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Estucado Mate 90g |
| Sprache | Portugiesisch |
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