A história institucional da advocacia pública municipal revela uma tese que o constitucionalismo federativo brasileiro ainda assimila gradualmente: a qualidade da democracia depende da densidade jurídica das estruturas locais de poder. Em um Estado descentralizado, não basta distribuir competências. É necessário assegurar que cada ente federativo disponha de mecanismos internos capazes de conferir racionalidade, estabilidade e responsabilidade à sua atuação administrativa. A consolidação da Procuradoria Municipal ao longo de vinte anos constitui expressão concreta dessa exigência estrutural e a data deve, portanto, ser celebrada.
No sistema federativo brasileiro, o município ocupa posição singular na concretização da ordem constitucional. É nesse espaço que políticas públicas assumem forma concreta, que decisões administrativas incidem diretamente sobre a vida social e que direitos fundamentais se projetam na experiência cotidiana da população. A juridicidade da ação municipal, portanto, constitui elemento decisivo para a legitimidade do poder público na esfera mais próxima do cidadão.
A Constituição de 1988 conforma o exercício do poder estatal por meio da distribuição de competências e da institucionalização de mecanismos de responsabilidade. A advocacia pública integra essa arquitetura como função técnica de sustentação da legalidade administrativa, garantindo coerência normativa e controle interno das decisões governamentais.
| ISBN | 9786585007542 |
| Número de páginas | 560 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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