Edward Lear passou bons anos de sua vida trabalhando em seus limeriques ― poemas breves, compostos de cinco versos rimados. Através deles, temos acesso a uma série de personagens caricatos e absurdos, presos em situações muitas vezes embaraçosas, acompanhados por desenhos que o artista criou especificamente para cada texto. Em 1846, Lear publicou seu primeiro livro de poemas, A Book of Nonsense (Um Livro de Nonsense), com versos breves escritos para crianças e acompanhados de ilustrações do próprio autor. O sucesso do livro foi tanto que, na terceira edição, Lear finalmente assinou o livro com seu próprio nome – naquela época, os livros para crianças eram publicados anonimamente, ou sob pseudônimo.
O mais jovem sobrevivente dos 21 filhos de um pai que passou parte de sua vida preso por dívidas, na Inglaterra da Rainha Vitória em que, graças à extensão de suas colônias, podia-se ver, ao mesmo tempo, o sol nascer e se pôr, teve, desde cedo, que arcar com uma série de aflições (asma, bronquite, convulsões) que o teriam levado à depressão e ao isolamento crônicos, não fossem os dons artísticos inatos que ele soube tão admiravelmente desenvolver. Aos dezesseis anos começou a ganhar seu sustento com o desenho e a pintura (que nunca abandonou), curiosamente dedicados à ornitologia. Seu livro Ilustrações da Família dos Psitacídeos, ou Papagaios, publicado aos 19 anos pela Zoological Society , consagrou-o como um dos maiores artistas ornitológicos de sua época.
| Número de páginas | 108 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Cream |
| Idioma | Português |
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