Na pequena cidade de ruas de pedra e tardes preguiçosas, onde o tempo parecia caminhar devagar como um velho relógio de parede, nasceu Baltazar Serafim, um homem marcado desde o nascimento por uma deformidade nas mãos. Os dedos tortos e rígidos pareciam galhos secos de uma árvore castigada pelo vento. Na infância, as crianças da rua zombavam dele, chamando-o de “pata quebrada”, apelido cruel que se colou ao seu nome como sombra.
Mas o que ninguém via era o universo que existia dentro da mente de Baltazar.
Enquanto os outros meninos corriam atrás de bola, ele ficava sentado no batente da porta olhando o céu, imaginando histórias, versos e metáforas. Seu pensamento era vasto como mar aberto. As palavras nasciam nele com uma beleza quase sobrenatural. Havia apenas um problema cruel: ele não conseguia escrevê-las.
Aos poucos, a frustração começou a crescer. Baltazar sentia que sua cabeça era um jardim cheio de flores, mas suas mãos não conseguiam colhê-las.
Foi então que, num gesto quase desesperado, ele encontrou uma forma improvável de libertar suas palavras.
Com uma caneta presa entre os dentes. No início, era um sofrimento quase insuportável. O pescoço doía, os dentes tremiam, a saliva borrava o papel. As letras saíam tortas, vacilantes, como passos de uma criança aprendendo a andar. Mas Baltazar persistiu.
"O Poeta da Pata Quebrada" é um romance sobre dor, superação, arte e amor tardio.
| Número de páginas | 166 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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