Em 133 a.C., senadores romanos arrancaram as pernas dos bancos do Senado e mataram a pauladas o homem que ousou propor a reforma agrária. Dois mil anos depois, a mesma elite continua no poder. Só trocou de roupa.
Ela vestiu a armadura do senhor feudal que cobrava pelo uso do moinho, a peruca do rei que taxava o sal e a luz do sol, a casaca do traficante que lançava seres humanos ao mar para receber o seguro. Desembarcou no Brasil como donatário de capitania, fez os mortos votarem nos currais do coronel, financiou os porões da ditadura com dinheiro de grandes empresas. Hoje, veste terno no Congresso, ternos italianos nos megatemplos e moletom no Vale do Silício.
A Anatomia da Opressão é uma viagem vertiginosa por essa linhagem de poder. Numa contagem regressiva que começa nas ruas de Roma e termina nos algoritmos que sequestram a nossa atenção, o livro revela como a elite financeira, o fisiologismo político e a fé transformada em mercadoria se uniram num mesmo projeto: manter a maioria exausta, dividida e convencida de que a própria pobreza é destino.
Apoiado em fontes históricas e escrito com o ritmo de um romance, este livro é uma autópsia feita num paciente que ainda respira. Depois dela, você nunca mais vai ler uma notícia, ouvir um político ou passar o cartão de crédito da mesma maneira.
Porque ninguém foge de uma prisão cujas paredes não consegue ver.
| ISBN | 978-65-266-9046-8 |
| Seitenanzahl | 214 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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