"A cor que falta" apresenta uma narrativa intimista que trata o luto não como etapa superável, mas como condição transformadora. Estruturada em quinze capítulos que percorrem dor, busca e renovação, a obra articula cenários litorâneos e símbolos — sobretudo os desenhos de Júlia — que funcionam como marcadores narrativos e oráculos pessoais, guiando o protagonista Pedro em sua trajetória de aceitação.
Os temas centrais giram em torno do luto parental, da espiritualidade e da continuidade dos vínculos além da morte. O sofrimento é mostrado em sua complexidade, afetando relações conjugais, familiares e comunitárias, mas também abrindo espaço para novos sentidos. A dimensão espiritual surge em coincidências e paralelos entre vidas, evitando simplificações e preservando o mistério. A hereditariedade e a circularidade do tempo sugerem que histórias e afetos atravessam gerações. A solidariedade coletiva, simbolizada pela criação de uma cooperativa, reforça que a cura se expande do individual ao comunitário.
A linguagem combina sensorialidade, descrições simbólicas e diálogos contidos, transmitindo autenticidade emocional. Os personagens — Pedro, Michele, tia Ale e Júlia — revelam percursos distintos, mas entrelaçados pela dor e pelo amor, em um enredo que alterna revelações íntimas e experiências de transcendência.
Ao final, a obra reafirma a persistência do amor para além da perda. A imagem da pomba levando o lápis de Júlia, que pode se tornar estrela ou lua, sintetiza a essência.
| Seitenanzahl | 64 |
| Ausgabe | 1 (2025) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Farbig |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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