Dizer que a publicidade morreu é, antes de tudo, uma provocação - uma forma de questionar algo que já não se reconhece como antes. A publicidade surgiu do encontro entre produção e desejo, consolidando-se com a Revolução Industrial, quando comunicar tornou-se tão essencial quanto produzir. Mais do que vender produtos, ela construiu ideias, comportamentos e estilos de vida. Foi narrativa, emoção e memória. Transformou marcas em histórias e produtos em promessas, conectando pessoas a significados maiores. Mas esse cenário mudou. Com a era digital, a hiperconectividade e a inteligência artificial, a comunicação deixou de ser escassa e passou a ser excessiva. A criação deu lugar à reprodução, e o simbólico ao cálculo. A lógica algorítmica trouxe personalização, mas também repetição. A velocidade esvaziou o tempo necessário para que algo se tornasse memorável. Surge então a questão: o que acontece com a publicidade quando a criatividade pode ser automatizada? Vivemos um tempo de excesso de conteúdo e escassez de significado, onde a originalidade se dilui e a memória coletiva corre o risco de se perder em fluxos efêmeros. “A Publicidade Morreu” não é um fim, mas um convite à reflexão. Talvez não tenha morrido - talvez apenas esteja mudando de forma. Porque enquanto houver pessoas, haverá histórias. Enquanto houver emoção, haverá sentido. E é nesse limiar - entre o fim e a reinvenção - que surge a pergunta essencial: o que vem depois da publicidade?
| ISBN | 9786502039502 |
| Seitenanzahl | 266 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Farbig |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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