A Umbanda não começou nos livros. Ela começou no corpo, na terra, na travessia e na resistência. Começou onde o conhecimento não podia ser escrito, mas precisava sobreviver. Este livro não conta apenas a história da Umbanda, mas atravessa aquilo que foi apagado, distorcido e reorganizado ao longo do tempo. Entre África e Brasil, entre a mata e a cidade, entre o terreiro e a rua, a Umbanda se formou como um campo de disputa — espiritual, histórica e política. Não como mistura simples, mas como reorganização profunda de mundos, saberes e presenças. Aqui, o leitor não encontra explicações prontas, mas um deslocamento de olhar. O que significa dizer que a Umbanda é raiz, e não doutrina? Por que suas entidades não são símbolos, mas continuidade viva da história? O que acontece quando o sagrado é compreendido a partir de dentro, e não traduzido para caber em categorias externas? A partir de uma perspectiva decolonial, esta obra reconecta a Umbanda às suas bases afro-indígenas, reposicionando o terreiro como espaço legítimo de conhecimento, prática e transformação. Este não é um livro para confirmar certezas, mas para atravessar perguntas. Porque, no fim, a Umbanda não se entende apenas lendo. Se entende vivendo.
| Seitenanzahl | 157 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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