Um manifesto de revolta à sociedade, no apontamento de seus maquinismos, e em defesa dos excluídos.
Composta entre 2002 e 2003, Beata Beatrix é uma densa distopia existencialista, satírica e de ficção científica estruturada como um ensaio confessional, tendo como temas o controle social e a perda do livre-arbítrio. Uma pesada e amarga sátira ao mito do progresso e ao império do desempenho e do consumo obrigatório, Beata Beatrix é acima de tudo um manifesto poético pelo direito humano ao erro, à dor e à imperfeição.
A obra retrata uma sociedade totalitária que baniu as doenças e impôs o alto desempenho, a uniformização e a felicidade obrigatória através de condicionamento burocrático e de drogas psíquicas. Mas, nos subterrâneos dessa utopia asséptica, um homem de 50 anos resiste. Entre comprimidos de controle químico, anarquias interdimensionais e banquetes de peixes caídos do céu, o romance constrói um quebra-cabeça onde o leitor é desafiado a decifrar a linha tênue entre o plano físico e o virtual. Nas páginas de Beata Beatrix a realidade se fragmenta em um labirinto de sonhos dentro de sonhos, revelando que a própria rebeldia pode ser a engrenagem mais perfeita do opressor.
| Seitenanzahl | 164 |
| Ausgabe | 1 (2014) |
| Format | Pocket (105x148) |
| Einband | Taschenbuch ohne Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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