Há cinco pessoas neste livro, e nenhuma delas sabe que as outras existem.
Farah reza todas as noites, mas só consegue fazê-lo dormindo — e acorda com a sensação de que foi ouvida, embora não saiba por quê. Klaus aprendeu a falar como o homem que todos admiram, mas à noite, na cozinha escura, descobre que continua acreditando em tudo o que finge combater. Ao abrir uma caixa que passou três meses sem coragem de tocar, Marieta encontra quatro gerações de mulheres que tentaram, cada uma à sua maneira, chegar a Deus — e descobre que a pergunta que carrega não é só dela. Dona Lourdes tem três filhos: um morto, um desaparecido, e um que parou no tempo, e todos os dias ela precisa decidir o que fazer com os três. Beatriz passou a vida inteira se apresentando como a neta que puxou a avó branca, e não como a filha da secretária negra que a criou. Ganhou tudo com isso. Até o dia em que um homem de mãos grossas, a quem ela tirou o pouco que tinha, lhe faz uma pergunta simples — e Beatriz descobre que não sabe responder sem antes olhar para a mãe.
Cinco Espelhos Quebrados é um livro sobre pessoas que chegam a um ponto em que não podem mais continuar sendo quem eram. Não há grandes revelações, não há viradas espetaculares. Há apenas a decisão silenciosa de atravessar — a dor, a mentira, a herança, o medo, a culpa — em vez de fugir dela. Às vezes isso basta. Às vezes não. Mas é o que existe.
Para quem já entendeu que a vida raramente se resolve, e que continuar já é uma forma de fé.
| Seitenanzahl | 42 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Einband | Taschenbuch ohne Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Offset 90g |
| Sprache | Portugiesisch |
Haben Sie Beschwerden über dieses Buch? Sende eine Email an [email protected]
Klicken Sie auf Anmeldung und hinterlassen Sie Ihren Kommentar zum Buch.