Em "Cristianismo Primitivo: Unidade e Diversidade", Kleber Denker desconstrói a narrativa de que os três primeiros séculos da fé cristã foram caracterizados por uma ortodoxia inicial, pura e uniforme que, posteriormente, sofreu desvios. O autor propõe uma reconstrução histórica reveladora: o cristianismo primitivo foi, desde suas origens, uma "pluralidade centrada".
Denker contesta tanto o modelo tradicional eusebiano — que vê a ortodoxia como ponto de partida — quanto as interpretações radicais de Walter Bauer, que a reduziriam a uma imposição política romana. O livro demonstra que, embora a diversidade doutrinária e prática fosse a regra (visível até nas tensões internas do próprio Novo Testamento), todas essas correntes orbitavam um núcleo comum: a figura de Jesus de Nazaré.
A obra percorre a trajetória do movimento, desde a comunidade de Jerusalém e a missão paulina, passando pelos intensos debates do século II contra marcionitas, gnósticos e montanistas. O autor expõe o "viés do sobrevivente" nas fontes históricas e analisa como o que hoje chamamos de ortodoxia não foi um dado imutável, mas uma construção, forjada no calor dos conflitos, através da definição do cânon, da regra da fé e da sucessão episcopal. Em última análise, Denker mostra que a consolidação institucional no Concílio de Niceia (325 d.C.) foi o desfecho de um longo processo de escolhas e exclusões, oferecendo uma leitura profunda sobre como tradições são desenvolvidas, não apenas recebidas.
| ISBN | 978-65-266-8262-3 |
| Seitenanzahl | 256 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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