E se a maior traição da história escondesse, em outra camada, uma forma radical de fidelidade?
Durante dois mil anos, Judas Iscariotes permaneceu aprisionado a uma única palavra: traidor. Mas e se o homem tivesse desaparecido atrás da sentença? E se sua verdadeira crucificação não tivesse ocorrido numa cruz de madeira, mas na memória da humanidade?
Em Judas e Maria Madalena — A Ressurreição do Traidor, um encontro impossível coloca frente a frente duas figuras marcantes do cristianismo primitivo. Maria não pretende inocentar Judas, tampouco condená-lo. Ela faz algo mais transformador: escuta.
Inspirado pelos evangelhos apócrifos, por antigas tradições cristãs e pelas reflexões de Jung, Carl Rogers e Paul Ricoeur, o diálogo atravessa culpa, sombra, liberdade, obediência, amor, perdão e memória, até alcançar uma pergunta inquietante: uma traição em determinada camada poderia ser fidelidade em outra?
Se Jesus foi crucificado no corpo, Judas teria sido crucificado na memória. E, se ambos conheceram a cruz, poderia existir também uma ressurreição de Judas?
Uma ficção filosófica provocadora sobre o feminino como força de acolhimento e transformação — e sobre a possibilidade de um homem finalmente descer da cruz em que a história o manteve pregado.
| Seitenanzahl | 238 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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