Franz Kafka imaginou homens acusados sem crime, portas que nunca se abrem, castelos impossíveis de alcançar — e um homem que certa manhã desperta transformado em inseto.
Mas talvez sua obra escondesse uma pergunta ainda mais íntima:
e se o próprio Kafka tivesse começado a acreditar que era Gregor Samsa?
Berlim, 1923. Gravemente doente e carregando uma vida marcada pela culpa, pela vergonha e pela sensação de não pertencer inteiramente ao mundo, Kafka encontra Dora Diamant. Ao lado dela, acontece algo que seus personagens quase nunca conheceram: alguém permanece.
Dora não pretende salvá-lo. Não pode deter a doença, apagar o passado nem absolvê-lo de um tribunal que existe dentro dele. Mas pode cometer um gesto radical: recusar-se a enxergar o inseto onde ainda existe um homem.
Entre conversas sobre amor, culpa, absurdo, sofrimento, pertencimento e morte, Kafka será obrigado a enfrentar a mais kafkiana de todas as questões: quem pronunciou a sentença que ele passou a vida inteira tentando cumprir?
Talvez A Metamorfose não tenha terminado quando Gregor Samsa morreu.
Talvez ainda faltasse uma última transformação.
Não a do homem que se torna inseto.
Mas a do homem que descobre que nunca deixou de ser humano.
| Seitenanzahl | 208 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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