Ao abrirmos as páginas do primeiro Evangelho, somos imediatamente
confrontados com uma lista de nomes. Para o leitor apressado, a
genealogia de Mateus pode parecer apenas um registro histórico, mas
para o autor — e para o propósito desta obra — ela é o alicerce de tudo o
que virá a seguir. Mateus não escreve apenas como um biógrafo; ele
escreve como um arauto que anuncia a chegada de um Rei.
Mateus, o ex-cobrador de impostos, conhecia bem a estrutura do poder e
a importância dos registros oficiais. Ao organizar seu relato, sua missão
era clara: provar ao povo de Israel que Jesus de Nazaré era o herdeiro
legítimo do trono de Davi, o Messias prometido pelos profetas. No
entanto, um Rei precisa de mais do que apenas uma linhagem de sangue;
Ele precisa de autoridade. E é aqui que os milagres entram em cena.
Neste volume, não olharemos para os milagres apenas como atos
isolados de caridade ou fenômenos sobrenaturais. Sob a ótica de Mateus,
cada cura, cada comando sobre a natureza e cada expulsão de demônios
é uma "credencial real". Onde o Antigo Testamento profetizou que o
Messias traria luz aos cegos e vida aos mortos, Mateus apresenta os
fatos: Jesus cumpriu cada linha.
A visão de Mateus sobre os milagres é profundamente teológica e política,
no sentido do Reino de Deus. Ele organiza os feitos de Jesus de forma a
mostrar que o Messias tem autoridade total: autoridade sobre a doença (o
corpo), autoridade sobre a criação (os elementos), autoridade sobre o
pecado e alma.
| Seitenanzahl | 66 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Einband | Taschenbuch ohne Klappen |
| Farbe | Farbig |
| Papiertyp | Offset 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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