Em 1747, um médico militar francês, já exilado, publicou anonimamente um livro que calvinistas, católicos e luteranos — que não concordavam em nada — se uniram para queimar. Nele sustentava que a alma é apenas um termo vão, que o pensamento é propriedade da matéria como a eletricidade, e que o homem inteiro, com sua virtude, seu remorso e seu gênio, se explica pela organização de suas fibras.
O Homem Máquina não argumenta a partir da metafísica. Argumenta a partir de corações de rã que continuam batendo fora do corpo, de dedos de violinista rápidos demais para receberem ordens, de um peru decapitado que ainda corre pelo pátio. A alma, aqui, não é refutada — é dissecada.
La Mettrie morreu aos 41 anos em Berlim, acolhido por Frederico II, o único soberano da Europa disposto a abrigá-lo. Seus inimigos espalharam que morrera de indigestão, e a anedota serviu de moral por dois séculos.
Esta edição traz o tratado integral, com as notas do autor e aparato do tradutor.
| Seitenanzahl | 94 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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