Há histórias que nascem grandes. Outras nascem simples — e é justamente aí que mora sua força.
Os Dias de Ontem não é apenas o relato de uma infância no interior, nem apenas a memória de uma família cheia de contradições, fé, dificuldades e afetos. É um retorno. Um retorno àquele tempo em que o mundo cabia numa rua de terra, num campo alto de onde se via a cidade inteira, ou numa sessão de cinema que parecia atravessar a madrugada.
Maurício não é herói. Não é extraordinário. E talvez por isso seja tão profundamente humano. Ele tem medo, dúvida, curiosidade. Observa mais do que entende. Vive antes de compreender. E só muito depois começa a desconfiar do que realmente acontecia ao seu redor — como todo menino que cresce sem saber que está, na verdade, colecionando histórias.
Entre vilas, casas simples, risos contidos, disciplina religiosa, primos, tias, cinema antigo e cheiro de maçarico no terraço, constrói-se uma narrativa que não busca grandiosidade, mas verdade. Verdade nas pequenas cenas. Nos silêncios. Nas memórias que ficaram.
Este livro não pretende julgar. Não pretende explicar tudo. Pretende lembrar.
Lembrar que a infância é feita de cenas aparentemente comuns — e que, vistas com o tempo, tornam-se eternas. Lembrar que crescer é, muitas vezes, entender depois. E que revisitar o passado não é voltar para trás, mas reconhecer de onde viemos.
Os Dias de Ontem é sobre isso: sobre aquilo que foi vivido antes de ser entendido.
| Seitenanzahl | 96 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Ringbindung |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Uncoated offset 90g |
| Sprache | Portugiesisch |
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