O Brasil não acordou endividado de um dia para o outro. A crise que hoje sufoca milhões de
brasileiros foi construída em silêncio, ao longo de anos, em pequenas decisões, parcelas
aparentemente inofensivas e juros que passaram despercebidos. Quando o problema aparece,
ele já está grande demais para ser ignorado.
No final de 2025, o país atingiu um dos maiores níveis de inadimplência da sua história. Mais de
78 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado no SPC e Serasa. Isso representa
quase metade da população adulta do país. Não estamos falando de exceções. Estamos
falando da regra.
Essa realidade revela algo importante: o problema não é individual. Ele é estrutural, cultural e
educacional.
Para muitos brasileiros, dever virou algo normal. Parcelar virou hábito. Pagar o mínimo virou
estratégia. Empurrar contas para o mês seguinte virou sobrevivência. O problema é que essa
normalização da dívida cria um efeito devastador no médio e longo prazo.
O cartão de crédito aparece como o principal vilão. Mais de 60% das dívidas estão
concentradas no setor bancário, especialmente em cartões. Isso acontece porque o cartão dá
uma falsa sensação de poder de compra, enquanto os juros trabalham silenciosamente contra o
consumidor.
Pagar o mínimo da fatura é como tentar apagar um incêndio com um copo d’água. A dívida não
diminui. Ela cresce.
| Seitenanzahl | 99 |
| Ausgabe | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Ringbindung |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Ahuesado 80g |
| Sprache | Portugiesisch |
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