Esta obra propõe uma nova perspectiva para a compreensão dos processos educativos ao sustentar que toda teoria da aprendizagem parte de um pressuposto raramente problematizado: o de que o conhecimento já se tornou objeto legítimo de atenção dos estudantes. A partir de uma investigação de natureza etnográfica realizada no cotidiano escolar, o autor demonstra que, antes da aprendizagem, existe uma etapa anterior e decisiva: a conquista da admissibilidade social do conhecimento.
Tomando como ponto de partida estudos de caso desenvolvidos em diferentes turmas do ensino fundamental, o livro mostra que a circulação do conhecimento é mediada por comunidades reputacionais que produzem normas implícitas de pertencimento, prestígio e reconhecimento. Dessa análise emerge a Teoria da Admissibilidade Social do Conhecimento, estruturada por conceitos originais, como economia reputacional da verdade, ecologias reputacionais, atmosferas reputacionais, cálculo reputacional da participação, silêncio reputacional, dissociação reputacional entre escola e grupo, coerção reputacional e refração reputacional da prática pedagógica.
Na sequência, a obra desenvolve a noção de pedagogia reputacional, compreendida não como um método de ensino, mas como uma teoria da intervenção voltada à reorganização das condições sociais que tornam o conhecimento admissível nas comunidades escolares. Sua proposição central afirma que educar significa reduzir o custo reputacional de pensar.
Ao articular etnografia esco
| Number of Pages | 136 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | 16x23 (160x230) |
| Binding | Paperback without Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Ahuesado 80g |
| Language | Portuguese |
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