Em que momento algo deixa de ser apenas uma característica nossa e passa a fazer parte de quem somos?
Um corpo, um nome, uma família, uma profissão, uma religião, uma origem, um gênero, uma língua, uma nação. Algumas dessas coisas nos são dadas antes que possamos escolhê-las. Outras surgem dos vínculos, das experiências, das perdas, dos encontros e das decisões que atravessam uma vida. Mas por que certas características permanecem periféricas enquanto outras se tornam tão centrais que ameaçá-las parece ameaçar a própria pessoa?
Em Quando algo se torna “eu”, Juliano Luís Fontanari percorre a formação da identidade desde as primeiras experiências corporais e afetivas até a linguagem, o pertencimento, a memória, a narrativa e a ação. Neurologia, psiquiatria, psicanálise, psicologia do desenvolvimento, semiótica, antropologia e filosofia entram em diálogo para acompanhar uma pergunta aparentemente simples: como alguém chega a dizer “eu sou isto”?
O livro examina identidade sexual e de gênero, família, raça, etnia, religião, profissão, classe, política e nacionalidade, sem presumir que todas tenham a mesma origem ou obedeçam ao mesmo relógio. Também se aproxima da clínica — da disforia à paranoia, da vergonha às crises de identidade — para investigar o que acontece quando corpo, reconhecimento, crença e experiência deixam de coincidir.
Ao longo desse percurso, uma ideia ganha força: identidade não é uma essência imóvel nem uma invenção sem raízes. É uma construção viva, relati
| ISBN | 978-65-02-41516-0 |
| Number of Pages | 248 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback with Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Ahuesado 80g |
| Language | Portuguese |
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