This user does not have a biography page.

Kheron Ferreira

1 Publication

About The Publisher

Sou Kheron Ferreira: filha, irmã, amiga, esposa e mãe de cinco meninas. Sou também acadêmica de Psicologia no Centro Universitário Unifacvest, em Lages, Santa Catarina — cidade que hoje chamo de lar.
Sou uma pessoa alegre, altamente sensível — sinto tudo de forma inevitável, intensa — espontânea, dinâmica,companheira, leal, Essas qualidades são minhas antes mesmo de qualquer transtorno, e continuam sendo minhas depois dele. Sou também sobrevivente de um Transtorno Bipolar, mas o transtorno não me define: se ele insiste em me habitar, eu insisto em me estabilizar, para que a vida seja possível.
Atuo como membro do Legal Wings Institute, onde participo de pesquisas sobre inteligência artificial e direitos digitais, e integro o Núcleo Feminino, dedicada à defesa dos direitos das mulheres como um todo.
Como escrevo no meu livro, ninguém questiona a dor de quem luta contra um tumor — o mundo silencia em respeito diante da quimioterapia, mas aponta o dedo para quem luta contra o próprio cérebro. Foi o amor pelas minhas cinco filhas que me trouxe de volta
Dessa vivência nasceu O Amor Que Me Trouxe de Volta: Entre o Abismo de Milão e o Chão de Lages, uma jornada de sobrevivência e Psicoeducação — porque uni minha história pessoal ao olhar da Psicologia para transformar dor em compreensão, tanto para quem vive o transtorno quanto para quem convive com alguém que vive.Existe uma linha crucial que divide o diagnóstico da identidade, e compreender essa diferença é um ato de libertação. Na psicoeducação, aprendemos que o transtorno não cria o indivíduo; ele convive com ele.
A sensibilidade aguçada, a criatividade transbordante, a intensidade emocional e a capacidade profunda de se comunicar não são sintomas. Elas são temperamento. São personalidade. São a essência de quem eu sempre fui, muito antes de qualquer laudo médico.
O que o Transtorno Bipolar faz é interagir com esses traços. Às vezes ele os amplifica até o limite, às vezes os desorganiza em meio ao caos, e muitas vezes bloqueia o acesso a eles durante uma crise. Mas a fonte de toda essa potência criativa e humana sou eu, nunca a doença. A maior prova disso é a estabilização: com o tratamento adequado, essas qualidades não desaparecem; pelo contrário, elas finalmente retornam ao seu lugar de direito — mais disponíveis, mais nítidas e sob o meu próprio controle.
Não é correto dizer: "o transtorno me deu isso". O correto, o clínico e o humano, é afirmar: "eu já era assim, e aprendi a proteger a minha essência apesar do transtorno".
Porque, no fim das contas, essas qualidades não nasceram da patologia. Nasceram comigo. Existem antes dela, resistem apesar dela e continuarão brilhando muito além dela. O Transtorno Bipolar não me deu minha sensibilidade, minha criatividade ou minha forma de amar inteira. Ele só tentou, por anos, me convencer do contrário.
Hoje eu sei: eu cheguei primeiro. E em meio a muito que o transtorno me tirou eu sobrevivi e estou aqui para contar essa história real.
No fim descobri que não era o fim.
Era o recomeço.
Recognition Badges
Autor virou assunto
Autor teve uma notícia publicada sobre ele
Biografia bem definida
Sua página biográfica tem foto e um texto com pelo menos 300 caracteres sobre o autor

Author's Official Website

Instagram
https://www.instagram.com/k...

All Publications From this Publisher

News about The Publisher and Their Works