A linguagem é o espelho no qual o pensamento se contempla e, simultaneamente, a prisão que o confina. Esta aparente contradição, que poderia soar como mero exercício retórico, encontra no presente ensaio sua mais rigorosa e pertinente elucidação. O trabalho que ora se apresenta ao leitor constitui uma reflexão de notável densidade teórica sobre uma das questões mais prementes e, paradoxalmente, mais negligenciadas de nosso tempo: como as limitações linguísticas operam como obstáculos epistemológicos que cerceiam não apenas nossa capacidade de compreender o mundo, mas também de nele intervir de forma crítica e transformadora.
A análise das manifestações da pobreza linguística constitui, talvez, o núcleo mais penetrante da obra. Ao examinar as dimensões lexicais, sintáticas e discursivas da carência linguística, o autor desvela como essas limitações transcendem o domínio meramente técnico da comunicação para constituírem verdadeiros obstáculos ao desenvolvimento do pensamento crítico e da consciência social. A demonstração de como o empobrecimento vocabular, a simplificação sintática e a incompetência discursiva operam como fatores de vulnerabilidade política é de uma atualidade inquietante.
A reflexão sobre os desafios contemporâneos, incluindo o impacto da inteligência artificial e os dilemas da globalização linguística, situa a discussão no horizonte mais amplo das transformações em curso nas sociedades tecnológicas avançadas.
| ISBN | 978-65-266-5289-3 |
| Seitenanzahl | 183 |
| Ausgabe | 1 (2025) |
| Format | A5 (148x210) |
| Einband | Taschenbuch mit Klappen |
| Farbe | Schwarz-Weiß |
| Papiertyp | Estucado Mate 90g |
| Sprache | Portugiesisch |
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