Há um clamor que atravessa os séculos e ecoa em cada página da Escritura: a vida não se sustenta em si mesma, nem encontra plenitude em valores humanos isolados, mas repousa no Deus que criou, redimiu e consumará todas as coisas. Em nossos dias, muitos defendem com ardor a bandeira dos valores familiares, erguendo a moral e a ética como bastiões contra a decadência cultural. Mas será esse o fim da revelação? Teria a Bíblia sido escrita para salvaguardar tradições sociais ou preservar costumes humanos?
A Escritura, quando lida com olhos atentos, revela algo muito maior. Desde o Éden, passando pelas tendas patriarcais, pelo Sinai, pelos salmos de Israel, pelas pregações proféticas, até a encarnação do Verbo e a consumação no Apocalipse, o fio condutor é sempre o mesmo: a glória de Deus. A família, a ética, a moralidade — tudo isso é real, precioso e necessário. Contudo, são sinais, instrumentos e sombras de um propósito infinitamente superior. A Bíblia não é um compêndio de boas práticas, mas a revelação do Deus que se fez presente, que redime pecadores e que chama o homem a desfrutar da Sua comunhão para sempre.
A tensão que enfrentamos hoje é a mesma que atravessou a história da fé: confundir meios com fins. Quando a família é absolutizada, corre-se o risco de idolatria; quando a moralidade é tomada como escudo final, cai-se no legalismo. Mas quando a Palavra é compreendida em sua unidade, percebe-se que ambos existem como expressões transitórias da eternidade. O lar ...
| Number of Pages | 83 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback with Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Estucado Mate 90g |
| Language | Portuguese |
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